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Dependência da Internet

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O que é a Dependência da Internet?

Em 1995, a Dependência da Internet fez a primeira aparição na imprensa americana, com o artigo de O’Neill “The lure and addiction of life online”, publicado no New York Times (citado por Chak & Leung, 2004). No entanto, foi apenas no ano seguinte que o conceito se tornou alvo de atenção, após a apresentação do artigo “Internet addiction: The emergence of a new clinical desorder” (Young, 1996), no encontro anual da APA. Desde então, são várias as investigações relacionadas com esta temática.

Existe desacordo quanto à definição desta nova forma de comportamento dependente, mesmo entre os que consideram o abuso da Internet uma perturbação distinta. Segundo Young (1999), é polémico definir clinicamente o uso patológico da Internet pela extensão dos critérios estabelecidos para as dependências de substâncias. Isto porque o uso da Internet, ao contrário do uso de substâncias químicas, oferece benefícios directos (tal como o avanço tecnológico nas sociedades) não devendo ser encarado como um vício. Young definiu, então, o uso patológico da Internet como uma “perturbação do controlo dos impulsos que não envolve uma substância tóxica (1996, p. 237).

De acordo com Morahan-Martin (2005), visto que determinadas actividades on-line têm sido identificadas como mais aditivas do que outras, em vez de um conceito unitário de uso patológico da Internet, seria de maior utilidade conceptualizar e estudar separadamente os diferentes padrões de comportamento on-line perturbado (por exemplo, jogo online patológico, comportamento sexual online compulsivo ou uso compulsivo de salas de conversação e de newsgroups).

Os sintomas do uso patológico da Internet surgem em populações normais, sendo possível possuir indicadores ligeiras da maioria dos sintomas, ou mesmo severos indicadores de todos eles, enquanto se leva uma vida normal. No entanto, os níveis de utilização da Internet podem estar, nesta situação, a encaminhar-se lentamente para níveis problemáticos (Song, Larose, Eastin, & Lin, 2004). Assim, segundo Baptista (s/d), o uso da Internet deve ser considerado patológico aquando o consumo excessivo de tempo em actividades na Internet com prejuízo pessoal evidente, tanto a nível individual como profissional.

Os sintomas desta perturbação, de acordo com Young (1999), são:

  • Preocupação com a Internet (pensamentos acerca da actividade on-line anterior ou antecipação da próxima sessão);
  • Necessidade de aumento do tempo de utilização da Internet de forma a atingir satisfação;
  • Esforços repetidos, sem sucesso, de controlo, redução ou paragem da utilização da Internet;
  • Sentimentos de agitação, irritabilidade ou depressão quando se tenta reduzir o uso da Internet;
  • Ficar on-line mais tempo do que o pretendido inicialmente;
  • Pôr em risco, ou arriscar perder, relações significativas, trabalho e oportunidades educacionais ou de carreira devido ao uso da Internet;
  • Mentir à família, ao terapeuta ou a outros de modo a esconder a extensão do envolvimento na Internet;
  • Usar a Internet como meio de escape para os problemas ou para aliviar um estado de espírito disfórico (sentimentos de desesperança, culpa, ansiedade e depressão).