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Dependência da Internet

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Tratamento da Dependência da Internet

Um aspecto importante a considerar no uso patológico da Internet é o seu tratamento. De acordo com Young (1999), o processo de tratamento da dependência da Internet deve consistir no controlo e moderação do uso. Esta autora refere diversas técnicas para abordar o tratamento desta dependência.

De modo a quebrar o hábito de estar on-line, o indivíduo deve alterar a rotina e readaptar-se a novos padrões de tempo de utilização da Internet. Uma técnica consiste na reorganização do modo como o tempo é gerido, de modo a que o indivíduo pratique o inverso do tempo anterior de uso da Internet. Uma outra técnica consiste em definir objectivos razoáveis de utilização da Internet, mantendo as sessões breves mas frequentes, de forma a evitar a compulsão ou a fuga. Isto dará ao paciente uma sensação de controlo, em vez de deixar a Internet tomar controlo dele.

Um outro exercício de controlo do tempo de utilização da Internet consiste em utilizar coisas concretas que o paciente necessita fazer, ou sítios onde precisa de ir, como formas de alarme para ajudar a sair da Internet. Neste caso, surge como desvantagem o facto do paciente poder ignorar esses mesmos alarmes. Para moderar a utilização da Internet, outro exercício consiste na utilização de lembretes do que se quer evitar (como, por exemplo, não despender tempo com a família) e do que se quer fazer (por exemplo, melhorar a produtividade em casa). Também se constitui como técnica criar um inventário pessoal, ou seja, uma lista de cada actividade que foi negligenciada desde que surgiu a dependência da Internet. Se falha a moderação da utilização de uma aplicação específica, recorre-se à sua abstinência. Deste modo, o paciente deve interromper toda a actividade relacionada com essa aplicação.

Por fim, de modo a controlar a dependência da Internet, é útil a organização de grupos de suporte adaptados à situação de vida de cada indivíduo. Além disto, quando a dependência da Internet tem um impacto negativo na vida familiar, a autora aconselha a terapia familiar.

Orzack e Orzack (1999) apresentam ideias diferentes para tratamento, nomeadamente a Terapia do Comportamento Cognitivo (Cognitive Behavior Therapy) e a Terapia do Aumento Motivacional (Motivational Enhancement Therapy). A primeira, baseada na premissa de que os pensamentos determinam os sentimentos, consiste em ensinar aos pacientes a reconhecer os seus pensamentos, de modo a que estes possam identificar os pontos que desencadeiam a utilização abusiva da Internet. A segunda, por sua vez, consiste na colaboração do terapeuta e do paciente em planos de tratamento e na definição de objectivos tangíveis, o que se constitui como uma terapia menos confrontadora e mais inovadora do que a primeira.